Baba de Moça

21/09/2009

Pequeno Guia Masculino Capítulo 15: Na Balada (parte 1)

Filed under: Uncategorized — Thaís Cunha @ 21:46

Uma coisa sempre acontece quando vou a qualquer tipo de balada só com amigas. E quando falo qualquer tipo de balada é qualquer tipo de balada mesmo: de Pixy (balada de playboy numa noite de funk carioca proibidão) a show do Arnaldo Antunes. É sempre a mesma coisa. O rapaz chega bem perto de mim e pergunta ‘Oi, posso te conhecer?’. Perguntando para amigos se esse tipo de ‘cantada’ é recorrente, todos dizem: É FURADA. Não funciona, galera. Vou ilustrar com alguns casos para que vocês entendam melhor.

-> Na Pixy foi assim:

– Oi, posso te conhecer?
– (não falo nada, faço uma cara de ‘Você é idiota de chegar falando isso’).
Aí ele insiste e chega muito perto
Eu o empurro com a mão
Ele insiste. Não sou eu quem ele quer conhecer, talvez meu céu da boca.
Então eu fico sem saída e digo a verdade sobre a minha existência:  “Eu tenho namorado”.
Ele não acredita e pede pra ver minhas mãos. Sim: ELE PEDIU PRA VER MINHAS MÃOS, dedo por dedo. E diz:
– Não to vendo aliança, então você não tem namorado.
Um adendo: quem com mais de 15 anos além de Susana Vieira usa aliança de compromisso?
Outra: mesmo que fosse mentira, isso ainda é um fora, babaca.
Aí eu resolvo ser simpática e digo:
– Tenho sim!
– Ele tá aqui?
– Não
– Então você não tem.
Quem tem paciência pra essa situação que já dura duas músicas?
– Eu não vou ficar com você, mas boa sorte aí com a próxima
– Mas eu só vim aqui pra ficar com você
O QUE O LEVOU A PENSAR QUE EU ACREDITARIA NISSO?
– Cara, eu não vou te pegar, desiste. Eu tenho namorado, eu não fui com a sua cara e eu quero curtir a música.
Acreditem, mesmo a pior das músicas funk-carioca-proibidão é melhor que essa situação
Aí, FINALMENTE, ele desiste.

Ele, por exemplo, nunca perguntou se podia conhecer alguém

Ele, por exemplo, nunca perguntou se podia conhecer alguém

-> Antes de começar o show do Arnaldo Antunes foi assim:

– Oi, quer conversar?
– Oi, você tá muito perto. Pode chegar um pouco mais pra lá que a gente conversa.
– O meu objetivo é sair daqui com o seu telefone
– Olha, eu acho bem difícil
– Descruza esses braços, menina, que foi?
– Na verdade, eu não to muito a fim de conversar com você.
– Ah vai, me responde, o que você faz da vida?
– Sou repórter, vim pra cobrir o show. E você?
– Eu trabalho com finanças. (PÉEEEEEEM, MENTIRA)
Eu fico calada. Ele apela
– O meu problema é que eu sou tímido
Eu fico calada, vou responder o que, né?
Aí fica aquele silêncio absurdo e eu ainda me dou o trabalho de dar satisfação da minha vida:
– Vou comprar uma cerveja.
E nunca mais volto.

Aposto que ele nunca precisou

Aposto que ele nunca precisou

Outro dia aconteceu com uma amiga minha de ela estar  numa balada alternativa que tem aqui em Brasília, vocês devem conhecer a Funfarra. O espaço é genial, no Parque da Cidade, tem um laguinho e tudo. A menina é linda e estava sentada sozinha na beira do lago. Momento ideal para alguém se aproximar, né? Pois é, se aproximou. Acontece que o menino – pra se mostrar inteligente ou sei lá o que – começou a discutir com ela. DISCUTIR sobre como é absurdo ela já estar no quarto semestre da faculdade de jornalismo e nunca ter feito um estágio.  Sobre como é absurdo ela estar numa faculdade de jornalismo, já que o diploma caiu. Aí vocês com certeza vão pensar que era só um Zé Ruela solitário a procura de amigos. Não. No final de mais de vinte minutos de conversa na qual ele falava só dele e desqualificava as únicas duas frases dela ele ainda soltou um “Me dá um beijo”. Give me a break, rapazes.

Moral da História:

– Jamais chegue numa menina perguntando se pode conhecê-la

– Se ela disser que tem namorado, mesmo que seja mentira, já é um toco, conforme-se.

– Nunca a desqualifique. Mulheres gostam de elogios.

– Saiba o que você quer desde o começo. Ela pode não saber o que você quer. É um charme.

– As mulheres de hoje em dia sabem bem o que elas querem e não tem medo de muita coisa. Se ela estiver interessada, vai dar algum sinal.

– Não seja pretensioso.

– Se for direto ao ponto, tenha certeza do que está fazendo.

Hare Baba!

Hare Baba!

Dúvidas, sugestões e mais casos: ababademoca@gmail.com

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12 Comentários »

  1. Acho que um dos pontos mais importantes e que deve ser frisado com veemência: NÃO CHEGUE PERTO DEMAIS.

    Eu tenho agonia mortal de caras que acham que precisam enfiar o nariz na sua orelha pra você ouvir o que ele tá falando.

    Comentário por Larissa Braga — 21/09/2009 @ 22:14 | Responder

  2. Outro ponto deveras importante, que me faz rir de verdade:
    ‘vim aqui só por você’. Quer mesmo que eu acredite que você, que nunca me viu na vida, teve um sonho comigo e os anjinhos te mandaram vir me encontrar? Aham, filho, senta lá.

    Comentário por Ju — 21/09/2009 @ 23:13 | Responder

  3. Sim. E não insistam tresloucadamente. Eu, pelo menos, detesto gente insistente. Não é não, caramba.

    Comentário por Clara Campoli — 21/09/2009 @ 23:16 | Responder

  4. anotado 🙂

    Comentário por Paulo — 22/09/2009 @ 08:31 | Responder

  5. Huahuahuahuahu! Issu tudu eh mtu fato, exceto a parte d q se a minina falar q tem namorado, nem sempre eh um toco final! Prova viva… huahuahuahauauhauh

    Comentário por MinduiM — 22/09/2009 @ 22:52 | Responder

  6. Olha, houve época em que eu me divertia com amigas nessas ocasiões, dando respostas terríveis pros caras ficarem putos. Tipo festa X vc tá dançando NA SUA e aproxima-se (deveras!) o infeliz:
    – Oi, posso te conhecer?
    – Você tem carro?
    – … %#%$@@#$%$%$#$%#&

    Simples assim.
    Eles iam embora, eu garanto. xD

    Comentário por Carícia Temporal — 22/09/2009 @ 22:54 | Responder

  7. Mas não se assustem, gente. Tinha umas palas menos tensas tipo começar a falar espanhol (se não for o Pera te paquerando) ou como fiz um cara acreditar uma vez que eu tava MORRENDO de vontade de ficar com ele mas que tinha feito um promessa inquebrável pra passar em matemática e não podia ficar com ninguém. Ele fez charminho e ficou fazendo cara de dó um tempão antes de sair com o telefone do McDonald’s anotado no celular.

    Comentário por Carícia Temporal — 22/09/2009 @ 22:57 | Responder

  8. Eu tenho aliança de compromisso. Duas. Vai me xingar agora? :[

    Comentário por Lian — 23/09/2009 @ 11:52 | Responder

  9. Tenho que concordar com o Mindu. Nem sempre o “eu tenho namorado” é um toco.

    Senão, concordo com o resto com a ressalva de que tem mulher de tudo quanto é jeito. Algumas iam gostar de estar nas situações descritas. Outras não tem agonia de quem conversa bem perto.

    Comentário por Lucas (Sueco) — 26/09/2009 @ 19:23 | Responder

  10. E é por essas e por outras que eu sou fã incontestável da Carícia.

    Comentário por Clara Campoli — 27/09/2009 @ 22:35 | Responder

  11. Ó, uma crítica as mulheres brasilienses em geral: Nem sempre a gente quer só te pegar. As vezes, realmente, a gente só quer bater um papo com uma pessoa interessante e, vocês mulhereres ao agirem rispidamente, provam que não são uma dessas pessoas. É por isso que eu gosto das goianas!

    Comentário por Akira — 17/10/2009 @ 19:19 | Responder

  12. Bom, o que eu acho é o seguinte: há babacas mesmo, mas o peso de chegar numa mulher é sempre do homem, e isso alguns suportam melhor e outros não – o que não significa que determinado seja melhor ou pior. É fácil ficar só escolhendo e dando toco, queria ver vcs tendo que agir, agradar todo tipo diferente de mulher.
    Fora que as brasilienses se acham, quando se comparadas com gaúchas, goianas,bh…SÃO NA MÉDIA mais feias.

    Comentário por DIEGO — 25/02/2011 @ 10:44 | Responder


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