Já não é de hoje que as pessoas criticam Hollywood por sua falta de originalidade. Roteiros pré-fabricados e finais previsíveis são comuns em muitos dos filmes norte-americanos. E isso acontece em quase todos os gêneros de filme.
Na comédia romântica, o mocinho e a mocinha se conhecem, se apaixonam, e não podem ficar juntos por alguma razão (que desaparece nos dez últimos minutos, quando ele consegue chegar ao aeroporto antes da mocinha embarcar).
As comédias são tão abobalhadas que dá até um pouco de tristeza. A não ser que você goste do tipo de humor american-pie-todo-mundo-em-pânico-espartalhões sempre.
Uma coisa que faz pouco sentido pra mim é a mania dos filmes de terror americanos serem extremamente repetitivos. Porque assim, me perdoem, mas filme de terror tem que surpreender pra assustar, né. Então não adianta matar todo mundo menos a mocinha principal, porque todo mundo sabe que isso vai acontecer. E a ordem das mortes é mega previsível.

TO COM MEDA!
Aí aparecem os filmes de terror espanhóis e HUMILHAM os norte-americanos. É um tal de menininha fofa em um mundo fantasioso (?) macabro, como no Labirinto do Fauno, de menino bochechudo e real com amigos imaginários assassinos, como em O Orfanato… Filmes com substância o suficiente pra deixar qualquer um pensando por semanas. Isso sem entrar em questões técnicas, porque eles também humilham nesses quesitos.
E tem os terrores tão reais que quase matam a gente de susto, como REC, vencedor de uma porrada de prêmios em festivais ao redor do mundo, superinovador.

REC
Um ano depois, Hollywood resolve fazer remake desses filmes. Como assim, minha gente? Esses filmes espanhóis chegaram aos cinemas ao redor do mundo e fizeram muito, mais muito sucesso. Não bastasse repetir os próprios roteiros, agora eles repetem os roteiros geniais dos espanhóis. Juro que eu não entendo.
REC virou Quarantena menos de um ano depois de seu lançamento, e é uma cópia do filme original, do roteiro aos planos. Só falta a espontaneidade. Vi no Matinê (outro blog da Clara) que agora vão fazer remake de O Orfanato, também sem propósito, porque o filme é novo e teve muita visibilidade.
Quero só ver se vão aparecer com idéias tortas sobre refilmar O Labirinto do Fauno. Até um próximo post, eu tô indo ali repintar um quadro do Picasso, falar que é a versão brasileira dele e ganhar dinheiro em cima disso, beijo!

BU!





