Uma coisa sempre acontece quando vou a qualquer tipo de balada só com amigas. E quando falo qualquer tipo de balada é qualquer tipo de balada mesmo: de Pixy (balada de playboy numa noite de funk carioca proibidão) a show do Arnaldo Antunes. É sempre a mesma coisa. O rapaz chega bem perto de mim e pergunta ‘Oi, posso te conhecer?’. Perguntando para amigos se esse tipo de ‘cantada’ é recorrente, todos dizem: É FURADA. Não funciona, galera. Vou ilustrar com alguns casos para que vocês entendam melhor.
-> Na Pixy foi assim:
- Oi, posso te conhecer?
- (não falo nada, faço uma cara de ‘Você é idiota de chegar falando isso’).
Aí ele insiste e chega muito perto
Eu o empurro com a mão
Ele insiste. Não sou eu quem ele quer conhecer, talvez meu céu da boca.
Então eu fico sem saída e digo a verdade sobre a minha existência: “Eu tenho namorado”.
Ele não acredita e pede pra ver minhas mãos. Sim: ELE PEDIU PRA VER MINHAS MÃOS, dedo por dedo. E diz:
- Não to vendo aliança, então você não tem namorado.
Um adendo: quem com mais de 15 anos além de Susana Vieira usa aliança de compromisso?
Outra: mesmo que fosse mentira, isso ainda é um fora, babaca.
Aí eu resolvo ser simpática e digo:
- Tenho sim!
- Ele tá aqui?
- Não
- Então você não tem.
Quem tem paciência pra essa situação que já dura duas músicas?
- Eu não vou ficar com você, mas boa sorte aí com a próxima
- Mas eu só vim aqui pra ficar com você
O QUE O LEVOU A PENSAR QUE EU ACREDITARIA NISSO?
- Cara, eu não vou te pegar, desiste. Eu tenho namorado, eu não fui com a sua cara e eu quero curtir a música.
Acreditem, mesmo a pior das músicas funk-carioca-proibidão é melhor que essa situação
Aí, FINALMENTE, ele desiste.

Ele, por exemplo, nunca perguntou se podia conhecer alguém
-> Antes de começar o show do Arnaldo Antunes foi assim:
- Oi, quer conversar?
- Oi, você tá muito perto. Pode chegar um pouco mais pra lá que a gente conversa.
- O meu objetivo é sair daqui com o seu telefone
- Olha, eu acho bem difícil
- Descruza esses braços, menina, que foi?
- Na verdade, eu não to muito a fim de conversar com você.
- Ah vai, me responde, o que você faz da vida?
- Sou repórter, vim pra cobrir o show. E você?
- Eu trabalho com finanças. (PÉEEEEEEM, MENTIRA)
Eu fico calada. Ele apela
- O meu problema é que eu sou tímido
Eu fico calada, vou responder o que, né?
Aí fica aquele silêncio absurdo e eu ainda me dou o trabalho de dar satisfação da minha vida:
- Vou comprar uma cerveja.
E nunca mais volto.

Aposto que ele nunca precisou
Outro dia aconteceu com uma amiga minha de ela estar numa balada alternativa que tem aqui em Brasília, vocês devem conhecer a Funfarra. O espaço é genial, no Parque da Cidade, tem um laguinho e tudo. A menina é linda e estava sentada sozinha na beira do lago. Momento ideal para alguém se aproximar, né? Pois é, se aproximou. Acontece que o menino – pra se mostrar inteligente ou sei lá o que – começou a discutir com ela. DISCUTIR sobre como é absurdo ela já estar no quarto semestre da faculdade de jornalismo e nunca ter feito um estágio. Sobre como é absurdo ela estar numa faculdade de jornalismo, já que o diploma caiu. Aí vocês com certeza vão pensar que era só um Zé Ruela solitário a procura de amigos. Não. No final de mais de vinte minutos de conversa na qual ele falava só dele e desqualificava as únicas duas frases dela ele ainda soltou um “Me dá um beijo”. Give me a break, rapazes.
Moral da História:
- Jamais chegue numa menina perguntando se pode conhecê-la
- Se ela disser que tem namorado, mesmo que seja mentira, já é um toco, conforme-se.
- Nunca a desqualifique. Mulheres gostam de elogios.
- Saiba o que você quer desde o começo. Ela pode não saber o que você quer. É um charme.
- As mulheres de hoje em dia sabem bem o que elas querem e não tem medo de muita coisa. Se ela estiver interessada, vai dar algum sinal.
- Não seja pretensioso.
- Se for direto ao ponto, tenha certeza do que está fazendo.

Hare Baba!
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